Paulo César Viana

Desenvolvedor .NET | IBM Certified Solution Designer - RUP V7.0

Paulo Viana

Desenvolvedor .NET (C# e VB.NET), IBM Certified Solution Designer - Rup V7.0

O Poder da Validação

Texto excelente do Stephen Kanitz. Vale a pena conferir.

Todo mundo é inseguro, sem exceção. Os super-confiantes simplesmente disfarçam melhor. Não escapam pais, professores, chefes nem colegas de trabalho.

Afinal, ninguém é de ferro. Paulo Autran treme nas bases nos primeiros minutos de cada apresentação, mesmo que a peça que já tenha sido encenada 500 vezes. Só depois da primeira risada, da primeira reação do público, é que o ator se relaxa e parte tranqüilo para o resto do espetáculo. Eu, para ser absolutamente sincero, fico inseguro a cada novo artigo que escrevo, e corro desesperado para ver os primeiros e-mails que chegam.

Insegurança é o problema humano número 1. O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir esta insegurança?

Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: segurança não depende da gente, depende dos outros. Está totalmente fora do nosso controle. Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera.

Segurança depende de um processo que chamo de “validação”, embora para os estatísticos o significado seja outro. Validação estatística significa certificar-se de que um dado ou informação é verdadeiro, mas eu uso esse termo para seres humanos. Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor.

Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode autovalidar-se, por definição.

Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como alguém. Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: “Você tem significado para mim”. Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: “Gosto de você pelo que você é”. Quem cunhou a frase “Por trás de um grande homem existe uma grande mulher” (e vice-versa) provavelmente estava pensando nesse poder de validação que só uma companheira amorosa e presente no dia-a-dia poderá dar.

Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo. Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para sair validando os outros. Estamos tão preocupados em mostrar que somos o “máximo”, que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o “máximo” são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos de validar aqueles que admiramos.

Por falta de validação, criamos um mundo consumista, onde se valoriza o ter e não o ser. Por falta de validação, criamos um mundo onde todos querem mostrar-se, ou dominar os outros em busca de poder.

Validação permite que pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem. Mas, justamente graças à validação, elas começarão a acreditar em si mesmas e crescerão para ser o que queremos.

Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um “valeu, cara, valeu”.

Você já validou alguém hoje? Então comece já, por mais inseguro que você esteja.

http://www.kanitz.com/


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Comentários

Viicente Rodrigues da Silva Filho Brazil

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010 5:07

Viicente Rodrigues da Silva Filho

E quando o Estado nos invalida?
Em um país que não respeita os direitos de seus cidadãos, até o talento se submete ao padrão discriminatório da estética, deixando de lado a ética.
Mais uma vez, o totalitarismo chinês mostrou ao mundo sua competência na “arte” de dissimular, encantando os humanóides, alienados e abestalhados telespectadores das panorâmicas “telas planas, de 42 ou mais polegadas em alta definição”, com a “festa de abertura” dos jogos olímpicos, na cidade de Pequim ou Beijin (não sei desenhar ideogramas).
A linda e multissecular Pequim, da famosa Praça da Paz Celestial, palco das manifestações que, há algum tempo, resultaram no encaminhamento às masmorras e à “paz celestial eterna” de milhares de contestadores do governo, foi cenário de uma festa que ficará gravada por longos anos, nas mentes vazias daqueles que tiveram paciência para assistir e dos que tiveram submissão para participar, com o fatalismo de quem não tem escolha.
Então, (malditos sejam, os jornalistas seguidores da filosofia “satyagraha” de Gandhi) naquele monumental picadeiro, entrou a falta de ética em prol da subjetiva estética, bem ao gosto dos “arianos de Hitler”,quando uma linda chinesinha, movendo os lábios e os braços, ”interpretou” com veemente patriotismo, o hino nacional chinês, cantado na maviosa voz de outra chinesinha, devidamente escondida e igualmente linda, de tão feia.
A primorosa mímica enganou até aos vibrantes locutores de nossas emissoras de TV, ali presentes para endeusar a incompetência, causada pela elitização de nossas delegações olímpicas, infestadas de aproveitadores e “aspones”.
Aqui conversando comigo mesmo, (ninguém perde seu tempo me ouvindo, ou lendo o que escrevo) me faço à pergunta:
Terá a linda garotinha submetida à farsa, mesmo quando crescer, algum respeito para com seus concidadãos e para com aquela de cuja voz se apropriou?

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010 15:25

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